Encontro virtual
A Uniagustiniana de Bogotá e a ARCORES celebraram o encontro virtual «Responder ao desafio de acabar com a pobreza, proteger o planeta e gerar oportunidades para todos» explicando alguns dos projetos da Rede Solidária segundo a Agenda 2030.
Antonio Carrón de la Torre, presidente da ARCORES Internacional, deixou claro que o objetivo da Rede é mover corações e transformar vidas e que “não se trata apenas de fazer grandes coisas. Muitas pessoas pequenas, fazendo coisas pequenas em lugares pequenos podem transformar o mundo”, uma frase que define este trabalho com os mais desfavorecidos e que os convidados neste encontro puderam compartilhar com os assistentes.
A Igreja deve trabalhar na Agenda 2030?
Esta pergunta foi respondida por Frei Joshtrom Kureethadam, coordenador de Ecologia e Criação no Dicastério Vaticano para a promoção do desenvolvimento humano integral. O papel que a Igreja desempenha é fundamental e foi explicado por Frei Joshtrom através da Laudato si’, uma encíclica que convida ao diálogo entre a ciência e a religião. Propõe combater a crise com uma ecologia integral, abordando todas as suas dimensões: natural, humana, social e econômica.
Combate à pobreza
Ana María Castañada representou a ARCORES Venezuela. Ela compartilhou suas experiências do programa integral «Unidos com a Venezuela», que começou como uma campanha de emergência para combater a crise humanitária em 2017 e já leva cinco anos trabalhando em nove estados do país através de cuidados médicos, cantinas escolares, programas de nutrição, panelas solidárias e outras obras para evitar a deserção escolar que beneficiaram mais de 1.000 pessoas.
Promoção do acesso à saúde
Vania Acosta Silva, assistente social da ARCORES Brasil, compartilhou a experiência da Policlínica Santa Monica, Rio de Janeiro, que conta com mais de 17 especialidades e atende pessoas de recursos escassos que vivem nas comunidades, promovendo a dignidade humana como princípio fundamental. O projeto conta com pessoal médico e mais de 50 voluntários, e atende cerca de 3 mil pessoas por ano.
A universidade e o desenvolvimento sustentável
Em representação da ARCORES Colômbia e para falar sobre o papel da Uniagustiniana no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o diretor de Projeção Social da Universidade, Edilberto Lara Pup, expôs as iniciativas do impacto social e tecnológico realizadas pela instituição nos últimos anos, nas quais dezenas de professores estiveram ligados e atenderam às necessidades de minorias e populações vulneráveis como migrantes, moradores de rua, vendedores ambulantes e reclusos.
Gravidez na adolescência
Cruz Echeverría (OAR) e Yulisa Santana, da ARCORES Dominicana, falaram de seu trabalho que busca alcançar uma vida digna para as adolescentes grávidas no âmbito de apoio e treinamento especializado, com consultas médicas, psicólogos e assistência jurídica, além de um acompanhamento familiar que atenda às necessidades específicas de cada uma das beneficiárias.
Sustentabilidade, compromisso comum para avançar
“A sustentabilidade deve ser avaliada com uma tripla dimensão: econômica, social e ambiental, e todas devem funcionar de forma integrada”, explicou Mauricio López, diretor executivo do Pacto Global da Colômbia, que nos exemplificou com o trabalho realizado pela Rede através de seus princípios baseados nos direitos humanos, normas trabalhistas, meio ambiente e combate à corrupção, sempre pensando nas pessoas do ponto de vista da integridade e da ética.
Energia acessível e não poluente
Da ARCORES Filipinas, Vincent Cadeliña, OAR, compartilhou as experiências vividas no projeto “O sonho solar”, que, por meio de energia limpa, atende às populações que foram vítimas de desastres naturais. Esta iniciativa acolhe dezenas de moradores da província de Palawan que normalmente não têm conexões à rede elétrica nacional e podem ser replicados em outros países do mundo.
Inclusão de migrantes
O projeto de imigração da ARCORES Argentina começou há dois anos, durante a pandemia, segundo Nora Burgos. Primeiramente foi feito um diagnóstico que identificou a precariedade na habitação, no trabalho e a falta de documentação que impede o acesso a serviços médicos e educativos para eles. A partir de então, iniciou-se uma formação constante e assessoria para alcançar empreendimentos bem sucedidos.
Habitação sustentável e desenvolvimento comunitário
Em 2015 o projeto “Terra solidária” começou com o fornecimento de água potável para melhorar a qualidade de vida dos moradores que vieram das comunidades do interior. Hoje, como explica Luis Reyes OAR, da ARCORES Brasil, as casas construídas em Terra Solidária (Lábrea, AM) está em processo para que cada casa tenha seu próprio banheiro e uma fossa sanitária beneficianado mais de 105 famílias e 1.000 pessoas. A meta é completar este saneamento básico em todas as moradias e organizar os residentes para dar continuidade e sustentabilidade ao projeto, que busca também mudar gradualmente a consciência dos beneficiários mudando seus hábitos.
Habitabilidade e saúde em comunidades rurais
Como uma oportunidade de viver com dignidade, ARCORES Peru trabalha com a população rural no projeto de cozinhas melhoradas, que busca reestruturar ambientes não confortáveis e a superlotação de muitos dos habitantes, e nos quais se trabalha com formações em higiene, visitas domiciliares e conflitos sociais, explica Ángel Herrán OAR.
Crianças e adolescentes
Por último, Lino Iglesias, da ARCORES Espanha, explicou o plano de proteção ao menor nos centros educativos e as boas práticas como interesse superior. Toda a comunidade educativa está envolvida no processo com a criação de oficinas de trabalho e sensibilização para integrá-los aos currículos de cada centro educativo.



